Saturday, June 03, 2006

Tempos de Copa

Em tempos que antecedem a Copa, falta tempo para fazer várias coisas: assistir os amistosos, ver e ouvir as resenhas que vêm de Weggis, analisar adversários e, até mesmo compara a camisa da seleção.
Imaginem o tempo que sobrará durante a Copa.

Como fiquei muito tempo sem escrever nesse blog - em parte devido à Copa, em parte devido a um desdém, em parte devido a minha querida FEEC - vou escrever pontualmente sobre algumas coisas:

Galvão Bueno,
o Riefenstahl de Ricardo Teixeira:

Chegou a me deixar incomodado a forma com que a Globo anda maquiando as informações sobre a seleção brasileira e o evento da Copa do Mundo. A forma com as informações estão chegando distorcidas no Brasil (em comparação com outras fontes internacionais e nacionais) é absurda. Enquanto o comando técnico da seleção vive um clima no mínimo obscuro de agonia, estresse, nervosismo, a Globo pinta Parreira e Zagallo como grandes líderes impássiveis da Terra-Média. Ora bolas, os brasileiros não são hobbits e muito menos Parreira e Zagalo são Elrond ou Aragorn. Eles estão seriamente incomodados com alguma coisa. Talvez com o corte talvez estranho de Edmilson, talvez com a banalização que vem ocorrendo com os treinos da seleção, talvez com a dificuldade de conviverem com o medo da derrota, o fracasso. Só sei que se o Brasil for hexa, até mesmo os talvezes desaparecerão. O Brasil perdendo, certamente Parreira, juntamento com uma bela exposição de quadros estará autografando um livro do tipo "Confesso que Perdi", lembrando-nos as mais celébres poesias de Neruda em tempos de tensão.
O garoto-vovô propaganda dessa conspiração global em nos fazer acreditar que estamos no caminho certo(251,252,253) é sem dúvida Galvão Bueno. Fora as suas percepções aguçadas de que não havia desentendimentos no grupo (Edmílson e Adriano?! ) e que o processo de preparação com amistosos tipo sparring era idêntico ao da vitoriosa capanha de 2002 (e 1998?!), fomos brindados com um total menosprezo de uma imprensa tida como especializada frente à existência (suposta?!) de adversários. Ainda temos que conviver com o grande bordel (parecido com aquele de cortinas vermelhas que algumas pessoas em Weggis bem conhece - o chamam de bar) que a CBF tornou-se em relação à Globo com privilégios indecentes concedidos a esta na trasmissão dos eventoas relacionados à seleção.

O tópico futebol no Brasil é polêmico e como já disse uma vez José Simão:
só espero que a seleÇÃO não vire uma seleCINHA.

É isso.

2 Comments:

At 1:29 PM, Anonymous fefeeee said...

tomara que o Brasil ganhe....

 
At 4:53 PM, Blogger Dea_Santana said...

Bem, em ano de copa, pela primeira vez, não me sinto motivada. E acredito que no meio de tantas encenações, está também esse espírito de Copa do Mundo, que, ainda que exista, nunca se mostrou tão fraco pra mim.

Quanto à classificação de cult ou não de "Orgulho e Preconceito", eu me referia apenas à semelhança que ele teve aos filmes cults, pouca divulgação por aqui e sua apresentação, mais evidente nas salas de arte, que são, sem dúvida, um circuito alternativo de cinema!
Enfim, mas um texto ótimo de Rforte!
Beijos

 

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