Um microcosmo de sigla CN.

Gregório de Matos há muito tempo discorreu sobre partes do todo e o todo de cada parte.
O primeiro texto desse mesmissímo blog referia-se a necessidade de cada brasileiro exigir reformas em vários setores da nação: no contexto político, econômico, social e lá vai.
Tenho a mais absoluta certeza que o tal de MS(L)T não leu meu blog - hoje podemos chegar a conclusão de que os mesmos se encontram à beira de uma involução ao neólitico chegando um dia, quem sabe, ao paleolítico, o que me leva a crer que internet para eles só daqui a milhares de ano. Digo mais, esse mesmo movimento - na verdade aviltamento - não tem a menor perpectiva democrática. Pelo contrário, estão presos numa ideologia de barbárie, anti-democrática, com um menosprezo completo do que é lei, do que correto. Então para mim, estes devem, em vez de hectares, receberem um espaço 2x2 metros com barras simetricamente distanciadas. Alguns a conhecem como cadeia. Para animais, é uma jaula.
Na verdade, a invasão foi um encontro um tanto quanto inusitada. O encontro de uma barbárie física com a nossa barbárie principal intelectual, aquela que naquele primeiro post disse que precisa ter seu sentido e objetivos completamente revistos.
Vi na TV, perplexo, a mílicia avançar sobre os nossos congressitas - o mais interessante foi que a invasão motivou um pico de deputados no congresso, o suficiente até para fazer importantes votações e discussões. Será que ficaram com medo? Um devia está perguntado para o outro: "será que foi por causa da pseudo-prostituição de valores e conceitos que estamos fazendo aqui desde os 1900? o povo decidiu tirar as cuecas e nos mandar para a forcar. Vai ver que acabaram até os brioches." Outro talvez tivesse replicado: "Que nada! É só aumentar o repasse para o MS(L)T - coisa que aliás fizemos muito desde o início do governo Lula. Que, eles mesmos botam so pregos de volta." Um, em devaneio comenta: "Sei não... o problema é que agora nem dar para pegar meu vôo de volta para casa para as festas juninas. Pelo menos vou aparecer na TV". Resolvi suprimi aqui, pensamentos impensados que me ocorreram. Imagino que o presidente está em alguma cidadizinha do interior do Piauí colhendo os frutos do pão e circo idealizado por ele.
João Paulo Cunha, um dos pizzaiolos mais famosos do Brasil há três anos mandou a polícia descer a marreta em algumas pessoas que queriam invadir o congresso. Poucos se lembram.
O universo deve ser único, um todo. E certamente pode ser melhor entendito em suas partes.
No Brasil existe uma partição dele de sigla CN.
Hoje, acreditei mais do que nunca, que ela quer dizer coisa nenhuma.
Definitivamente, nosso congresso é um verdadeiro moinho de vento seco.
Era melhor esvaziá-lo e transformá-lo num Coliseu.
Pelo menos vira notícia

3 Comments:
na época da Colônia, apanhavam majoritariamente os escravos...no século passado, estudantes e artistas apanhavam...resolveram bater nos policiais e bombeiros, mês passado...hoje, (pasmem!) políticos apanhando, ou quase isso...parece que a única coisa democrática no Brasil, de fato, é a nossa palmatória e, notem, sem nenhum incentivo ou respaldo da nossa diginíssima CF/88. Periclitante...
Rafa! adorei seu blog! como nao poderia deixar de ser, seus textos estao otimos e estarei sempre acompanhando!
bjosss
Ouxe, o MST é um movimento de gente, é??? Ahhh, pq qndo eu vi na TV eu achei que era uma versão contemporânea de de volta para oi futuro, mas naquela parte clássica de voltar ao tempo das cavernas... HAuahuahuah
Beijosss
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