Thursday, April 27, 2006

:-| TalkShowIsOnMute |-:





Hoje não sinto inspiração de escrever sobre muitas coisas. Pela manhã
vivi uma aventura que foi fazer uma prova bastante complexa sobre
Análise e Projeto de Algoritmos; tive que escrever muito e provar
muitos argumentos bem como questionar a corretude de determinadas
coisas aparentemente triviais. Bastante interessante. Deu para ir bem
nessa :p . Então como será praxe quando eu não estiver 'in the mood'
para escrever, estarei usando textos de outras pessoas. Segue uma
letra que segue a linha do "Remember, remember", e pode nos fazer
pensar sobre o que exatamente fazemos nessa sociedade. A letra é do
Incubus e é uma clara referência às obras de George Orwell.

TalkShowIsOnMute

Take a bow
Pack on powder
Wash 'em out with buzzing lights
Pay an audience to care
'Impress me' personality

Still and transfixed
The electric sheep are dreaming of your face
Enjoy you from the chemical
Comfort of America

Come one, come all
Into nineteen-eightyfour
Yeah, three, two, one...
Lights! cameras! Transaction!

Quick, Your time is almost up
Make all forget that they're the moth
Edging in towards the flame
Burning to obscurity

Still and transfixed
The electric sheep but dreaming up your fate
We judge you from the card castle
Comfort of America

Come one, come all
Into nineteen-eightyfour
Yeah, three, two, one...
Lights! camera!
Yeah!
Come one, come all
Into Nineteen-eightyfour
Yeah, three, two, one...
Lights, cameras! Transaction!

Come one, come all
Into Nineteen-eightyfour
Yeah, three, two, one...
Lights, cameras! Transaction!

Your foundation is canyoning
Fault lines should be worn with pride
I hate to say it (but)
You're so much more,
You're so much more
endearing with
the sound turned off

Wednesday, April 26, 2006

!Barça!




O Barça venceu.

(In)Felizmente, o time do Milan não conseguiu realizar um futebol
menos aristocrático e mais criativo. Problema deles. O mais importante
é que o Barça se mostrou capaz de mostrar um jogo competitivo com
equipes mais conservadoras - que jogam atrás - como Chelsea e
Milan. Confesso que não acreditava no time do Barça na Champions
League, embora torcesse. Ainda não via o time amadurecido o suficiente
para encarar certos times que atuam atrás com alguma qualidade na
frente. Estava errado e agora ponho minhas fichas no confronto contra
o Arsenal.

O grande Arsenal foi Riquelme...


Uma pequena nota sobre o jogo de ontem. O Arsenal evitou o ataque e deu chances aos camisas amarelas. Pareceu-me que o Villareal evitou o gol. Franco não foi um atacante de decisão, Forlam mostrou sua limitação em criar situações em vez de somente ser um eficiente oportunista. Sórin tentou ajudar a liberar Riquelme a articular as investidas espanholas, mas esbarrou em um nada-"Riquelminho", com medo do jogo, sentindo pânico de decidir algo. E olhe que um jogador afobado do time inglês tentou dar uma colher de chá ao virtuoso time do Villareal. Sabia ele que Riquelme ia perder o pênalti? Evidente que não. Mas quem olhou com cuidado o rosto pseudo-confiante, um tanto esnobe do argentino, pode ter imaginado que a bola pararia em qualquer lugar, menos no fundo das redes. E foi. Riquelme só se deu ao trabalho de olhar a bela defesa do novo goleiro titular da seleção alemã. De qualquer forma, como o Barcelona de dois anos atrás demonstrou, um time de nível não pode ter seu jogo baseado nesses jogadores argentinos pouco eficientes na matéria de decidir. É isso. Agora é torcer para o Barça ou o Milan, contra a esquadra inglesa de estrangeiros.

Tuesday, April 25, 2006

Soyuz



Para os que estão intrigados com o endereço de meu blog, segue um 'disclamer':

Soyuz representa a (minha) vontade de estar mas perto do céu, de alcançar os meus mais distantes objetivos, desejos e sonhos. É trabalhar e viver para alcançá-los :D

O Brasil merece (precisa) um cinco de novembro





Às vezes, quase sempre tendendo ao sempre, em um hoje que já é o amanhã, brasileiros vêm com desdém seu contexto político social e sua possível mudança para o 'melhor'. O 'melhor', por si só, entre essas taxativas aspas, representa o que tento dizer. Mesmo um eventual cenário 'melhor' é tido como temeroso pela população minimamente antenada com o caos político-ético-moral em que se vive no país do primeiro déspota-escurecido, esclarecido somente quando fala-se a respeito do não saber que nada disso acontecia debaixo de suas barbas, que ora significaram 'Revolução Cubana' e hoje significa 'Revolução Gloriosa'. Qual seria o nosso cenário 'melhor' então? A volta da nossa elite pseudo-pensante, pouco-atuante, ou o investimento em nossa pseudo-luta operária e seus adereços incólumes no poder? Talvez, numa dialética em que o Brasil alavanca determinadas áreas e deteriora outras, essas nossas duas (únicas?) alternativas venham a melhorar de tempos em tempos com uma alternância bastante democrática deles no poder. É possível, então, que consigamos num médio prazo resolver o problema do poder central, mas ainda há hoje outros dois poderes igualmente centrais que preocupam.
Começo pelos nossos 'camaradas' que ao em vez de ficarem com suas nádegas bem assentadas em seus gabinetes, bolando projetos, alternativas, soluções, ficam gastando as verbas que recebem em viagens espaciais (imagine só!), com milhares de reais dos cofres despendidos em combustível para seus carros, por que suas mentes já cessam de oxigênio há bastante tempo - provavelmente corroídas com a radiação que se suspeita emanar dos aparelhos celulares, utilizadas amplamente em discursos públicos, pronunciamente e depoimentos 'sigilosos'.
Acredito hoje, depois da dança da 'elefantinha' que na verdade estamos nos grandes espetáulos circenses do não tão distante passado das grandes glórias européias, em que centenas estão envolvidos num grande espetáculo com bombas de efeito moral sendo atiradas no público, bem como uma pizza sempre quentinha servida no cocktail no final da festa.
E ainda assim temos que conviver com o silêncio dos indíviduos que dão o voto com base em abraços (quem sabe lucrativos...) e não em fatos.
Quem acompanha a evolução da minha escrita, pode vir a ficar surpreendido com o derradeiro poder que me preocupa. Aquele que muitos pensam, será suprimido desse escrito, por já estar bastante entranhado indevidamente nos dois supracitados. Logo, nem vale a pena mencionar...

O último poder... a chave para o Brasil... o povo.

Não o povo que fica alegre com o assistencialismo pão com farinha do governo, que se apropria de novas bases. Muito menos aquele, que se cala frente aos desmandos das nossas insituições, que cometem arbitrariedades em relação a tudo e todos que lhes convém, que julga com base em pretensões políticas, que manipula conforme aquele cara que escreve o discurso determina. Sem contar com a parcela do povo que está nesse trem que vem de Brasília, passa por Ribeirão e faz escalas por cada cidade, vilarejo, fazenda, desse nosso grande país e que, portanto não ver razão de parar esse trem e dizer: CHEGA.

Chega de uma corrupção deslavada ... Chega de um discurso que se apropria de conquistas do país como conquista de um governo ... Chega de subserviência da oposição, com medo que a situação escave coisas do tempo em que o jogo estava invertido ... Chega da eficiência oportunada de nossos aparelhos do estado ... Chega de ficar tanto no céu a ponto de não poder mais ver o solo de seu país ao qual se deve servir ... Chega de em vez de reformar o judiciário, a previdência, a tributação, as regras políticas, reformar os palacetes de Brasília. Chega de achar que corrupção é normal e cometer a maior de todas: a corrupção da legitimidade do governante. Chega de dizer chega. Talvez nosso cinco de novembro esteja mais próximo que me parece. Mas acredito não ser o que vem no ano de 2006.

**[Dicas]**
1- Nunca leiam a sessão de cinema da Veja. Aliás, se possível leiam pouco Veja.
2- Assistam "V for Vendetta" dos Wachowski
3- Leiam "Quando Nietzsch Chorou" do Yalom